Teia Cultural
Agenda Galeria TeiaShop Caiu na Teia Universidade Metodista de São Paulo
Teia Cultural » Blog Archive » “A Ratoeira” é a peça há mais tempo em cartaz no mundo
« Ahdaf Soueif fala de Egito e Palestina em “O Mapa do Amor”
» Festival de Campos do Jordão amplia programação feminina

Teatro & Cinema

“A Ratoeira” é a peça há mais tempo em cartaz no mundo

06.07.07 | Comente lá embaixo

O jovem casal Mollie e Giles Ralston resolve abrir uma pensão logo após receber uma farta herança. No dia da inauguração, uma nevasca cai sobre o local, impedindo seus hóspedes de saírem do aposento. Um crime é cometido. O telefone é cortado misteriosamente. Uma vítima, um detetive e vários suspeitos. Assim tem início a peça policial “A Ratoeira”, escrita por Agatha Christie na década de 50 e que continua em cartaz até hoje no Teatro St. Martin, em Londres.

É a peça mais encenada de todo o mundo. Não só o espetáculo como também a extensão de camisetas que tiveram de ser passadas (101 milhas), o número de sorvetes vendidos (395 toneladas) e o de atores que passaram pelo elenco britânico (336) já figuraram no Guinness. Só o ator David Raven, por exemplo, consagrou-se como o mais ‘estável’ por ter interpretado 4.575 vezes o Major Metcalf, que será vivido na versão brasileira por Dudu Sandroni.

“A Ratoeira” estréia 6ª feira (6/7), às 21h30, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, após temporada de sucesso no Rio. Sob direção de João Fonseca, os atores convidados Débora Duarte (Sra Boyle) e Rogério Fróes (Sr. Paravicini) entram em cena ao lado de jovens atores responsáveis pela produção da peça. “Eu dei aula a esses meninos na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e sempre os incentivei a produzirem seus espetáculos. Ator não pode ficar esperando cair do céu um trabalho bom”, conta Fonseca Fabrício Belsoff (Detetive Trotter), Carolina Portes (Mollie Ralston), Moacyr Siqueira (Giles Ralston), Pablo Sanábio (Christopher Wren), Keli Freitas (Srta. Casewell) e Sandroni completam o quadro de hóspedes que conduzirá a trama - onde o assassino só não deve piscar, como naquele divertido jogo infantil.

“A Agatha nunca soube explicar direito o sucesso da peça Ela chegou a creditar aos personagens de fácil identificação e ao gosto do público por esse jogo de suspense”, opina o diretor. “É interessante ouvir os comentários no fim da peça. Sempre tem alguém dizendo ‘eu tinha certeza que era ele/ela!’” A autora de mais de 80 livros chegou a vender os direitos d’”A Ratoeira” para o cinema, com a condição de só iniciar a filmagem quando a peça saísse do cartaz. Como isso até hoje não ocorreu (são 55 anos ininterruptos de apresentações), o filme nunca chegou a sair do papel. E o dono do direito autoral já descansa em paz.

No Brasil, a peça já foi montada outras três vezes, nos anos 60, 70 e 80, com Irene Ravache no elenco de 1971 no Teatro Gazeta. O efeito da neve incessante que cai do lado de fora da pensão é realizado da forma mais simples: papéis especiais picados que são jogados por uma “traquitana com roldanas”, nas palavras de Fonseca. “Tínhamos pensado numa máquina de ‘fazer neve’, mas o Takla (Jorge, diretor) nos desestimulou, dizendo que ela só encrencava. Na mesma época em que a nossa produção estava comprando os direitos britânicos, aproveitamos para perguntar como eles faziam esse efeito. Aí deram a dica. Se eles fazem isso há 55 anos, quem somos nós para discordar?”, diverte-se Fonseca.

A princípio, “A Ratoeira” fica em cartaz em São Paulo por três meses. Mas com essa trama de personagens estranhos e, ao mesmo tempo, divertidos, além de se assemelhar às nossas novelas - “quem morreu? quem matou?” - a peça tem tudo para alcançar seu posto brasileiro no livro dos recordes.

SERVIÇO

“A Ratoeira”. 12 anos. Teatro Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569, 6.º and., 11-3472-2229. 6.ª, 21h30; sáb., 21 h; dom , 19 h. R$ 60 e R$ 70 (sáb.). Até 30/9.

Fonte:CruzeiroNet

Diz aí!

Faça seu comentário abaixo, ou faça o trackback de seu site. Assine esses comentários.

Seja legal. Mantenha a Teia limpa. Fale somente sobre este tópico. Não faça spam.

Você pode usar tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

:

:


« Ahdaf Soueif fala de Egito e Palestina em “O Mapa do Amor”
» Festival de Campos do Jordão amplia programação feminina