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Marcelo Rios, Música, Variedades

Como é conhecer Sorocaba e Lívia Gusmão pessoalmente

04.11.08 | 1 Comentário

Então, saí de Salvador, peguei o avião - é mais caro, porém mais rápido - e cheguei a sampa. Como era de se esperar, fui de ônibus a Sorocaba.

Após o check-in no hotel, saí à caça da toca da Sra. Lívia Gusmão e seus comparsas, perguntando aqui e ali. Conheci o boulevard Braguinha, um lugar onde o comércio consegue se aliar a uma bela paisagem de ruas bem-cuidadas e pessoas educadas, que não se negaram a parar e me ceder uma informação (não sei se é assim mesmo ou se tive sorte, mas, se for diferente com alguém, creio que seja exceção em se tratando de Sorocaba).

Finalmente, após um bate-papo com uns japas da loja fotográfica, um senhor, com aquele ar de “sábio ancião” (”vamos perguntar ao vovô, porque ele conhece isso aqui desde sempre” - foi a frase que acionou a sapiênca do velho), ouvi-o pronunciar, com voz rouca e dicção que beirava uma profecia, dizer: “É logo ali, meu filho, naquele prédio próximo à esquina. Você passou por ele”. Engoli seco a minha miopia geográfica e subi de elevador até o andar correto.

Tudo bem que quase apanho por não ter ligado para ela e seu marido irem me buscar na rodoviária da cidade - não adianta, Ricardo: é um mercado, sim! -, mas a hospitalidade da minha amiga de longa data, após dez anos de amizade e idealismo mútuo, apenas fez confirmar a impressão que tive durante todo esse tempo: é um privilégio poder ter Lívia como parceira até em jogo de baralho.

A inteligência e o respeito, suas maiores marcas - depois do sarcasmo, é claro -, se fizeram impôr em cada conversa, em cada troca de idéias, em cada piada e mesmo em pães com queijo para completar a hospitalidade. É verdade que limonada suíça jamais terá leite condensado em um lugar sério, mas isso são apenas alguns detalhes.

O Quarteto Miló foi a delícia sonora que experimentei. Som da primeira qualidade - destaque meu para o baixista, Marcel (espero tê-lo tocando com o Anaiti se conseguirmos ir até “Sorocity” fazer uma apresentação, será uma honra).

A impressão que trouxe foi fenomenal: valeu à pena ser recebido por um casal extremamente educado e hospitaleiro, que vive em uma cidade limpa, arrumada e organizada, de pessoas educadas. Não esqueci do principal não: muitos frutos serão gerados desta árvore cuja semente acabamos de plantar. Que venha o futuro, e vida longa ao Teia!

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